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29/01/2018

TRATAMENTO DE CÂNCER SALVA VIDAS DE MILHARES DE CRIANÇAS E É REFERÊNCIA NO ESTADO

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Campo Grande (MS) – O banco de leite Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) faz cinco rotas pela cidade de Campo Grande em busca de leite materno. O setor é responsável por alimentar cerca de 35 bebês todos os dias. As informações são da nutricionista, Fernanda Menezes, responsável técnica pelo banco de leite. Inaugurado em 2012, o banco atua desde 2004 como posto de coleta. Para manter o rítmo das dietas dos recém-nascidos uma equipe percorre, todos os dias, as diferentes rotas em busca de leite humano disponibilizado pelas mães doadoras que compõem o cadastro.

“Temos uma funcionária do banco de leite que vai junto com um motorista do setor de Transporte até as casas todos os dias coletar. Dividimos a cidade em cinco rotas diferentes. Para ser doadora a mãe precisa somente ligar aqui no nosso banco no telefone 67 3378-2715. Podem ser doadoras todas as mães que estiverem amamentando o bebê e que tenham excesso de produção. Nós só precisamos que ela tenha feito o pré-natal, por conta dos exames, para fazer a triagem. Com a ficha pronta, inserimos elas nas rotas. Da primeira vez, a equipe vai na residência e leva o material, ensina a tirar o leite e a armazenar. Em seguida, a própria mãe vai tirando durante a semana, quando for amamentar. Assim, a doadora tira leite toda vez que vai amamentar, ao longo do dia. Para não ficar muito cheio, porque é difícil vir até o banco de leite, nós buscamos o leite uma vez por semana e deixamos o material para a próxima semana”, explica Fernanda.

Mães internadas com bebês prematuros também doam leite.

Atualmente, dependem do banco de leite em torno de 35 crianças por dia. São os bebês da UTI Neonatal, da Unidade Intermediária Neonatal (UIN), do Canguru e bebês internados no CTI Pediátrico. Por mês estamos coletando em torno de 45 a 50 litros, mas precisaríamos de, no mínimo, 120 litros como quantidade ideal.  Com isso priorizamos os bebês menores e casos mais graves. Se a mãe está internada e consegue tirar o leite, o bebê recebe somente o leite da mãe. No caso de ser muito pequenininho e grave, recebe o leite da doação e se estiver maior, um bebe de termo – que  nasceu no tempo certo – e tiver menos complicação, vai receber a fórmula infantil, que não é a melhor opção, mas precisamos alimentá-lo. O ideal seria que todos recebessem leite da própria mãe”, pontua.

A equipe é composta por oito pessoas. “Temos uma rotina nas casas em busca de doações, uma funcionária que atende na sala de ordenha e as funcionárias que atendem as mães da maternidade, principalmente, para fazer cadastro daquelas mães que os bebês nascem e vão para a UTI Neonatal. Precisa atender essas no primeiro momento, para que ela possa começar a tirar o leite. Tem ainda as funcionárias da parte de processamento; todo leite da coleta precisa ser pasteurizado para depois ser oferecido ao bebê que está internado, por uma questão de segurança.  E tem uma funcionária que é da parte da lavagem da vidraria do banco de leite”.

Equipe faz análises para saber que leite é ideal para consumo.

Fernanda conta que, geralmente, as mães internadas que tem muita produção permanecem doadoras de leite humano. “Como a maternidade aqui não é tão grande, não conseguimos captar doadoras suficientes. Fazemos divulgação periódica na imprensa e sempre estamos abertos a novas mães. E não tem mistério: a mãe tira e vai congelando o leite. Quando chega aqui, damos entrada no sistema da rede de banco de leite que é o Datasus – da rede brasileira de banco de leite. Entramos com número da doadora, volume da entrada, tudo certinho. Depois separamos os lotes para pasteurizar. Esse leite segue para a sala de processamento, é descongelado, passa por um exame que checa a  acidez (acidez de Dornic), porque com o tempo o leite vai se tornando mais ácido e com menos nutrientes.  Verificamos as embalagens, o valor calórico, colocamos na embalagem padrão e, então, eles são pasteurizados  em frascos iguais para ter certeza  que o calor chega igual para todos os potinhos”.

Autor: Vitor Oliveira

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